Segunda-feira, Setembro 14, 2009
Tempo (DemetryusGua)
A cada pedaço de chão
Onde deixei minha pegada
A cada respiração
Que larguei pela estrada
A cada má decisão
Estando ela certa ou errada
A cada resto de mim
Percebo que não sobrou nada
Me entristeço sim, porque é humano
Porque fiz muitos planos
Porque quis e não fiz...
E se eu te olho em prantos
É porque desse tempo tanto
Não sobrou motivo para ser feliz...
Mas não se culpe, não se preocupe, meu amigo espelho...
São apenas lágrimas, nada mais.
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Terça-feira, Julho 07, 2009
Vazio (Demetryus Gua)
A dança das mãos agoniadas
Num deleitar-se buscando paz
No leito onde jaz quem não mais existe.
Triunfando entre possibilidades,
Consumindo o infinito
Das formas disformes.
Procurando algo palpável
Dentro de si mesmo.
Essa é a dor inexplicável:
Um fardo carregado sem motivo;
Um espelho embaçado, um delírio;
Frutos de uma imaginação infértil.
Esterilidade casta e ao mesmo tempo gasta.
Sim, é sonhar com o impossível!
É carregar nas costas o mundo e não tê-lo.
É ter o maior amor do mundo pra perdê-lo.
É cantar sozinho a canção do coletivo.
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Terça-feira, Junho 23, 2009
Essência (para Erica) (Demetryus Gua)
A essência que emana
E colore a vergonha,
A demência,
A ignorância;
É a idéia que transborda um desejo:
"Melhore!"
E desperta a tolerância,
O calor de um beijo,
Um esboço,
Um bocejo,
Pra uma morte,
Crua e certa.
É o esforço:
Um amor,
Fraco ou forte,
Pela rua,
Sem vergonha
E não "sem-vergonha".
"É o desejo de uma essência que emane e mate a vergonha e desperte a tolerância, o calor de um desejo, que começa pelo beijo..."
Amor puro e verdadeiro,
Sem forma,
Em forma de essência.
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